quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Maré negra

O risco de uma catástrofe ambiental na costa da Nova Zelândia aumentou ontem com a descoberta de novas fissuras no casco do navio porta-contêineres de bandeira liberiana encalhado numa das mais belas baías da região desde o dia 5 de outubro.
Já foram derramados 300 toneladas de petróleo a alguns quilômetros das praias e de um santuário de golfinhos.
O comandante e o primeiro imediato foram presos por autoridades locais.
A situação do navio está extremamente perigosa:


(Fonte Le Figaro)

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Barcolana

Em Trieste, ao norte da Itália, ocorre a cada dois anos a Barcolana, regata no mar Adriático com participação recorde de barcos  de diversas categorias.
Este ano foram aproximadamente 1850 veleiros que largaram todos juntos.
É tanta vela que a imagem nem conseguiu capturar tudo.
Coitado dos juízes...


sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Teatro centenário

O Theatro Municipal de São Paulo está completando 100 anos.
Foi todo reformado e está lindo.
A imprensa deu bastante destaque à data e houve muitas homenagens. Muito justo.
Gosto muito deste teatro embora visite-o raras vezes.
Mas sempre me lembro de um fato ocorrido lá pelos meados dos anos 60 quando estudava no Colégio Visconde de Porto Seguro, da comunidade alemã. Correu um boato na escola de que uma companhia teatral alemã que iria apresentar-se no Municipal e estaria procurando figurantes. 
Minhas amigas e eu corremos para lá para nos candidatar e aparecer no palco do belo teatro e, claro, ganhar alguns trocados. 
Os alemães receberam-nos no teatro incrédulos: o diretor e os artistas informaram que não sabiam de onde havia saído o boato e disseram que a peça não comportava figurantes. Divertiram-se com nossa determinação e amavelmente nos mostraram todas as entranhas do edifício, as coxias, as engrenagens do palco, os camarins, etc. Adoramos.
Mas foi o fim da nossa carreira teatral.

Aprecie:


quinta-feira, 6 de outubro de 2011

O primeiro MacIntosh a gente não esquece

A morte, ontem, de Steve Jobs, gênio da Apple, me fez lembrar a primeira vez que vi o tão falado e almejado computador MacIntosh.
Passei a trabalhar com ele lá por volta de 1995 numa empresa de consultoria americana.
Fiquei até com medo pois era tão cultuado e fiquei imaginando que dificuldades teria para aprender pois vinha de computadores  ainda com DOS.
Preocupei-me à toa: nada mais fácil do que operar um MacIntosh incrivelmente simples que naquela época já era todo com ícones, uma impactante novidade para mim. Lembro que adorei meu Mac Classic e fiquei quase fanática pela Apple. Como dizia meu sobrinho, virei macmaníaca,
Infelizmente, depois de sair desta empresa nunca mais tive oportunidade de operar um.
Veja o Mac Classic com que trabalhei durante um ano e depois recebi um modelo mais novo:



terça-feira, 4 de outubro de 2011

Saudosismo

Hoje acordei saudosa dos meus tempos de jovem.
Era muito bom viver arrojadamente, sem preocupações e com muita perspectiva de futuro.
Tive a sorte de viver entre o esporte do iatismo e aproveitar ao máximo as velejadas, o fazer juria que me permitia ficar sempre no meio dos barcos e dos amigos e dos acontecimentos que eu julgava importantes.
Mas quando não havia vento ou no final da tarde após as regatas tínhamos o hábito de esquiar na reprêsa, que ainda era limpa. Não havia a poluição de hoje e podia-se cair na água e esquiar à vontade.
Era muito bom.
Eu custei a aprender a esquiar no slalom (um esqui só) mas quando finalmente aprendi fiquei bem craque e curtia os finais de tarde voando em cima da água, fazendo evoluções e tomando uns bons tombos também.

Tenho saudades...



segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Como estaria hoje?

Acordei hoje melancólica: dei de repensar a vida... Acho que são coisas de velha.
Onde acertei, onde errei?
Na minha juventude fui colocada diversas vezes diante de escolhas tanto profissionais quanto pessoais e estas escolhas sempre se misturaram pelo simples fato de ter sido jovem e ter sofrido influências de pais e namorados.
A mais difícil delas e a mais errada que tomei foi quando estava me formando na faculdade e minha mestra Antonieta Ferraz intermediou-me um emprêgo na OIT em Genebra, na Suíça. 
Grande alvoroço em casa. Meu pai achou um absurdo eu querer ir sozinha para a Europa e recusou-se a me ajudar a pagar a passagem. Que decepção. Meu namorado ou noivo, sei lá, entrou em cena prometendo uma viajem de passeio pela Europa se eu desistisse do projeto. 
Resolvi ir trabalhar numa indústria de cimento para juntar o dinheiro da passagem mas sucumbi à pressão familiar e ao medo do desconhecido e desisti do projeto.
Meu já então marido nunca me levou à Europa. 
Mas não é disso que me queixo. Lamento hoje não ter resistido às pressões e arroubos da juventude e focado mais no projeto profissional. Certamente estaria bem melhor hoje.
Houve outras situações de escolhas erradas e uma delas também tem como tema central afastamento de São Paulo quando fui convidada a trabalhar no INPE em São José dos Campos. Teria de mudar para lá e me afastar de família, namorado, da vida no iatismo, dos amigos, etc. que eram amarras fortes para mim. Também optei por não ir achando que a vida me ofereceria outras tantas oportunidades tão boas. 
Otimismos de jovem...