quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Homem-aranha

O homem-aranha nunca escalou em Cuba. Agora é coisa feita. Nesta segunda feira, sem nenhum material, Alain Robert escalou a emblemática fachada do hotel de Havana " Havana Libre" sob os olhares de centenas de espectadores. 
O Spiderman francês começou sua façanha do quarto andar do hotel, para atingir 28 minutos mais tarde o vigésimo-sexto andar deste imóvel de 70 metros de altura.
Tratou-se de uma homenagem à Fidel Castro porque neste hotel o pai da revolução cubana, hoje com 86 anos, morou durante vários meses  em 1959 após ter vencido o regime de Fulgêncio Batista. 


segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Chegada do progresso

As donas de casa alemãs tradicionalmente são consideradas exemplares e dedicadas.
Minha mãe não fugiu à regra. Com família grande de um casal com quatro filhos sempre trabalhou muito para manter a casa extremamente limpa e em ordem e foi e é ainda  uma grande cozinheira. 
As imagens que tenho dela da minha infância é  ela constantemente encostada no tanque lavando lençóis, toalhas e roupas,  de uma família de seis pessoas.  Diariamente no tanque e na limpeza da casa e no ferro de passar. Não tínhamos empregada no início de nossa estada no Brasil pois não havia dinheiro para isso. 
Lá pelas tantas o mercado começou a oferecer máquinas de lavar roupas que até então não eram accessíveis no Brasil e muito menos para o nosso bolso.
Mas um dia meu pai conseguiu comprar uma máquina estrangeira e deu de presente à sua esposa que precisou acostumar-se ao funcionamento. Estranhou a novidade mas passou a utilizá-la diariamente e deixou de ser escrava do tanque tendo mais tempo livre para outros afazeres. 
Foi um progresso e tanto e uma alegria. A máquina era rudimentar comparada às de hoje e estragava bastante os elásticos das roupas mas foi um  processo de libertação da minha mãe e de todas as mulheres do serviço pesado de um tanque.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Poluição

Beijin sufoca. A capital da China e seus arredores estão envoltas em densa camada de partículas nocivas de poluição há três dias. A tal ponto que as autoridades aconselharam a seus milhões de habitantes a ficar em suas casas devido à forte poluição atmosférica persistente contra a qual estão sendo anunciadas medidas.
O índice de poluição ultrapassou os 500, três vezes mais elevada que o ponto crítico definido pela Organização Mundial da Saúde.



(Fonte: Le Figaro)

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Hitler

Em 30 de janeiro de 2013 faz oitenta anos que Adolf  Hitler foi eleito democraticamente como chanceler da Alemanha.
O país estava politicamente esgotado após vários chanceleres que duraram pouco e ninguém acreditava no sucesso do partido Nacional-Socialista. Quando subiu ao poder Hitler foi visto pelos diplomatas creditados em Berlim de que se tratava de apenas mais um e que o partido não conseguiria governar e dar estabilidade ao combalido país.
Os diplomatas prognosticavam aos seus países de origem que seria um governo de pequena duração e que viam uma força maior no vice-primeiro ministro Franz von Papen. Analisaram também que os ministérios teriam sido ocupados por pessoas sem expressão e o fato de Herman Göring ter sido nomeado ministro sem pasta foi diagnosticado como fraqueza do partido nazista.
Ninguém prognosticou a tomada de poder dos nazista como forte elemento histórico que mudaria os destinos do mundo.
As bolas de cristal dos diplomatas falharam vertiginosamente.
O nazifascismo prosperou, durou doze anos no poder e o resto da história todo mundo conhece.

Parada de 30 de janeiro de 1933 no Portão de Brandenburgo, em Berlim, dia da tomada de poder pelo nazismo.



quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Roubo nos anos 60

Nos anos 60 São Paulo era uma cidade tranquila sem assaltos ou violências, roubos ou grandes crimes.
Dá saudade daquele tempo comparado ao que é hoje.
Mas já havia punguistas e ladrões mas não tão assustadoramente se compararmos com os dias de hoje.
As casas não tinham muros altos, câmeras ou outros dispositivos de segurança, e podia-se sair à noite sem maiores problemas. Lembro-me que fazia estágio no período noturno na União Cultural Brasil-Estados Unidos e voltava sozinha tarde da noite sem medo.
Morávamos perto de Santo Amaro numa rua tranquila onde todo mundo conhecia todo mundo quando um fato chamou nossa atenção um dia. Na porta da nossa casa apareceu um carro Morris Minor verde estacionado durante horas e sabíamos que não era de ninguém da vizinhança. Rondamos o carro e percebemos que estava aberto. Abrimos e demos uma verificada e achamos no porta-luvas algum documento ou algo parecido, não me lembro bem, e conseguimos identificar o dono do veículo. A seguir descobrimos o telefone e ligamos e os proprietários confirmaram que o carro havia sido roubado e avisamos que foi largado na nossa porta. Demos o endereço e  esperamos a chegada dos donos. 
Enquanto jantávamos ouvimos um barulho de balde na rua mas não demos atenção. Quando os donos chegaram não havia mais carro nenhum na nossa porta.  Aí ligamos os fatos: o barulho que ouvimos não era senão um balde para abastecer o carro e os ladrões seguiram viagem. 
Imaginem a decepção dos proprietários.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Bibliotecas

Entrar numa biblioteca e deparar-se com uma montanha de livros é uma delícia, não é?
Eu trabalhei durante uns quarenta anos em bibliotecas técnicas empresariais e gostei bastante. Mas o grande problema de toda e qualquer biblioteca é sempre o espaço. Quando é biblioteca dinâmica ou seja, compra muitos livros e periódicos, o problema é sempre maior.
Isto sempre leva a mudanças físicas. E é sobre isto que quero desabafar.
Em todos os meus empregos, sem exceção, lá pelas tantas tive o azar de ter de organizar mudanças físicas. Um terror. Se já a mudança de uma casa é difícil, imagine uma biblioteca em que nada pode sair da ordem e tudo tem de ser organizado o mais rápido possível para que não se interrompam os trabalhos.
Tive sete empregos e nos sete tive de fazer mudanças da biblioteca que dirigia. No último, na Gazeta Mercantil, foi ainda pior pois tive de fazer três mudanças de todo o acervo  e hoje está destruído porque o jornal faliu. O acervo era enorme mas tive sorte poque meus auxiliares eram muito bons.
Organizar para que nada saia da ordem é uma arte e fazer com que os carregadores das empresas de mudanças entendam é um sacrifício. Mesmo assim acaba-se conseguindo e as vezes eu mesma me perguntava como é que dava certo. 
Amarrar os livros, revistas, relatórios, etc.,  numerar, encaixotar, identificar, rezar para que nada seja perdido ou danificado, desmontar as estantes, montar no novo local, aguardar as caixas, ordená-las, abrir, calcular os novos espaços, recolocar tudo nos seus novos lugares, conferir...  
Ufa, só de lembar fico cansada e nervosa. E lembro também das unhas destruídas.
Estas mudanças são uma das agruras da profissão de bibliotecária.